Angola

Geography Of Angola

Map of The Republic of Angola

As 18 Províncias

Província
Área
Populaçâo
Capital
1. Bengo
2. Benguela
3. Bié
4. Cabinda
5. Cuando-
    Cubango
6. Kwanza Norte
7. Kwanza Sul
8. Cunene
9. Huambo
10. Huíla
11. Luanda
12. Lunda Norte
13. Lunda Sul
14. Malanje
15. Moxico
16. Namibe
17. Uige
18. Zaire
33.016
39.826
70.314
7.270
199.049
24.110
55.600
87.342
34.270
79.022
2.417
103.000
77.367
97.602
223.023
57.091
58.698
40.130
333,000
1,400,000
950,000
180,000
334,000
350,000
700,000
350,000
1,386,000
1,063,000
2,449,000
350,000
391,000
743,000
336,000
239,000
855,000
250,000
Caxito
Benguela
Cuíto
Cabinda
Menongue
Ndalatando
Sumbe
Ondjiva
Huambo
Lubango
Luanda
Dundo
Saurimo
Malanje
Luena
Namibe
Uige
M'Banza
Congo

Indicações Geográficas

Superfície
1.246.700 km2.
População
16 million
Principais cidades
Luanda, Huambo, Lobito, Benguela, Lubango, Malanje, Cabinda, Soyo
Línguas
Kikongo, Kimbundo, Tchokwe, Umbundo, Mbunda, Kwanyama
Língua oficial
Portuguese
Etnias
Ovimbundu 37%

Kimbundo 25%

Bakongo 13%

others: 25%
Religiões
Catholics 75%

Protestants 15%

Africans 10%
Moeda
Kwanza
Fronteiras
Republic of Congo 201 km

Republic of Namibia - 1376 km

Democratic Republic of Congo 2511 km

Republic of Zambia 1110 km
Litoral
1650 km (Ocean Atlantic)
Águas  territoriais
20 nautical miles

Fishing Area

200 nautical miles
Repartiçâo de terras
2% Arables lands

23% Swamps and pastures

43% Forest

32% Others

Geografia

Angola LocationLocalizado na região ocidental da África Austral, entre os paralelos 5 e 18 de latitude Sul, o território de Angola inclui parte dos sistemas hidrográficos do maior rio da África Ocidental, o Zaire ou Congo (4000 km), e do maior rio da África Oriental, o Zambeze (2680 km). O seu território é mais de duas vezes maior do que o da França e o da Grã-Bretanha, e quase doze vezes maior do que o de Portugal. Faz fronteira, a Norte e Nordeste, com a República Democrática do Congo, a Leste com a Zâmbia e a Sul com a Namíbia, sendo banhada a Oeste pelo Oceano Atlântico.

A província mais a norte, Cabinda, constitui um enclave geograficamente separado do resto do território pela República Democrática do Congo.

Dados físicos, geográficos e hidrográficos

O território pode ser dividido em seis áreas geográficas:

-a faixa costeira
-as zonas de transição para o interior -
-os relevos intermédios
-os planaltos
-a bacia do Zaire
-a bacia dos rios Zambeze e Cubango
As bacias ocupam um pouco mais de 60% do território e são caracterizadas pelas terras do interior e pelos relevos da costa atlântica, descendo gradualmente até o mar.

Aproximadamente 65% do território está situado numa altitude entre 1000 e 1600 metros, com os pontos culminantes na região central: monte Moco (2620 metros, província do Huambo) e monte Meco (2583 metros). Os principais rios do país surgem do planalto central e correm em três direcções: o Atlântico (E-O), Sul-Sudeste e Norte. As grandes bacias hidrográficas são cinco e correspondem aos rios Congo (Zaire), Kwanza, Cunene, Cubango e Queve (sendo a bacia do Cubango a mesma que a do Zambeze).

O Clima

Angola Climate
Angola tem duas estações: a estação das chuvas e a estação seca, ou do cacimbo. A primeira, mais quente, dura normalmente de Agosto até Maio.O regime das chuvas e a variação anual das temperaturas são as duas características climáticas comuns a todas as regiões. A situação geográfica de Angola, na zona intertropical e subtropical do hemisfério Sul, a proximidade do mar, a corrente fria de Benguela e as características do relevo são os factores que determinam e caracterizam duas regiões climáticas distintas.

A região litoral, relativamente húmida, com uma média anual de precipitações para cima dos 600 mm, diminuindo do Norte para o Sul, desde os 800 mm no litoral de Cabinda até os 50 mm no Sul (Namibe),ficando a temperatura média acima dos 23 graus.

A região do interior é dividida em três zonas:

A zona Norte, com elevada pluviometria e temperaturas altas;

A zona de altitude, nos planaltos centrais, caracterizada por temperaturas anuais médias próximas dos 18 graus, com temperaturas mínimas acentuadas na estação seca;

A zona sudeste, semi-árida por causa da proximidade do deserto do Calaari. As temperaturas são baixas mesmo durante a estação quente. Esta região fica sob a influência das grandes massas de ar tropical continental.

O potencial económico de Angola

O potencial económico de Angola é elevado, diversificado e tem merecido uma especial atenção por parte da comunidade empresarial, nacional e estrangeira.

 

Angola dispõe das mais importantes reservas de petróleo, gás natural e diamante de África, além deoutros valiosos recursos mineiros. A costa marítima angolana estende-se por 1650 quilómetros e nos seus mares habitam importantes espécies piscícolas.

 

O país possui imensos solos férteis (estimados em 3,5 milhões de hectares) e o seu clima é favorável a uma grande variedade de culturas tropicais e semitropicais. Os seus numerosos cursos de água oferecem excelentes possibilidades de irrigação e conferem-lhe um relevante potencial hidroeléctrica, com extensão para a rede energética da África Austral (SADC).

 

Dotada pela natureza, Angola possui ainda recursos florestais e cenários ecoambientais e paisagísticos favoráveis às actividades de turismo. Todos estes argumentos são suficientemente aliciantes para despertar o interesse de quantos queiram contribuir para o seu desenvolvimento sustentado.

Agricultura, pecuária e silvicultura

Os solos mais férteis para aagricultura encontram-se junto aos rios. As extensas áreas de pasto situam-se no planalto Sudoeste. Enormes extensões de florestas tropicais a Norte, Leste e Sul do pais, com algumas espécies raras como o ébano, o sândalo e o pau-rosa e onde subsistem plantações de eucaliptos e pinheiros (Benguela, Huambo, Huíla).

 

O sector agrícola tem potencialidades comprovadas no passado colonial para as culturas de açúcar, algodão, borracha, café, milho, sisal, amendoim, batata-doce, rena, feijão, mandioca, massambala, horticultura, fruticultura, etc.

 

Os efectivos bovinos do país estão estimados em mais de três milhões de cabeças de gado, estando a maior parte delas em mãos dos criadores tradicionais (em especial nas províncias da Huíla e do Cunene), seguindo-se em importância os gados caprino, ovino e suíno.

Pescas e derivados

A costa marítima angolana estende-se por 1650 quilómetros e figura entre as mais ricas em pescado do continente africano. Até 1972, Angola foi o primeiro produtor mundial de farinha de peixe, estando hoje paralisadas todas as fábricas especializadas neste tipo de produto. No país existem três sectores de pesca: industrial, semi-industrial e artesanal.

 

Dada a abundância dos seus recursos hidrográficos, a pesca é praticada em quase toda a extensão do território, constituindo uma actividade complementar à agricultura.

 

A produção de pescado está concentrada na zona Sul, nas províncias do Kwnza-Sul, Benguela e Namibe. A zona Norte (Cabinda, Zaire, Bengo e Luanda) detém produções pesqueiras muito aquém das potencialidades das suas costas marítimas e da procura dos mercados locais e dos países vizinhos.

 

Recentemente, foram interrompidas as negociações de concessões pesqueiras com a União Europeia, e promovidas medidas de fomento do empresariado nacional (incluindo parcerias com operadores estrangeiros) para o sector.

Indústria transformadora

O sector industrial foi severamente afectado pelos anos de guerra. No país a actividade industrial quase não se faz sentir e quando existe é sobretudo a pequena indústria que mais sobressai. Os principais bens por ela produzidos servem maioritariamente para o auto-consumo.

 

A produção industrial está concentrada nos subsectores de alimentação, bebidas e metais comuns. Os subsectores que demonstraram tendências de crescimento mais dinâmicas foram os de alimentação e bebidas, dos minerais não metálicos, do cimento, do tabaco e dos têxteis. O subsector que mais desceu foi o dos metais comuns.

 

O desenvolvimento deste sector está muito dependente de factores relacionados com a existência e reabilitação das infra-estruturas, particularmente energéticas e de circulação rodoviária, ferroviária e fluvial.

Energia e águas

Angola tem actualmente uma capacidade crescente de produção de energia hidroeléctrica, que poderá crescer com o aproveitamento do gás petrolífero, na produção de derivados e de energia térmica.

 

Para reabilitar, aumentar e melhorar o padrão de angolanização da capacidade instalada, o Governo decidiu abrir os segmentos de produção e distribuição de energia ao sector privado. A construção da Barragem de Capanda, em parceria com operadores brasileiros e russos, reflecte já esta nova política.

 

Esta barragem faz parte de um sistema de nove barragens, que inclui Cambambe, criando um excedente de energia que poderá ser utilizado para exportação ao Botswana, Namibia, Zâmbia e mesmo a outros países da SADC, permitindo que  Angola venha a assumir-se como matriz da rede energética da África Austral.

 

Apesar do pais possuir este elevado potencial, ainda existem grandes insuficiências nas redes de distribuição da energia elétrica nas zonas suburbanas e nos pólos indústrias, pois grande parte das infra-estruturas eléctricas foi destruída ou abandonada durante a guerra.

 

Nas zonas rurais, por sua vez, a maior parte das populações ainda não tem acesso ao abastecimento de electricidade e de combustíveis comerciais.

Transportes

Neste sector, as destruições provocadas pela guerra atingiram a quase totalidade do parque automóvel pesado, 80% do parque ferroviário e 20% do parque de aeronaves. A maior parte das estradas ficou inoperante, e de cerca de 2800 quilómetros de linha-férrea apenas 12% continuou a ser circulável (actualmente em fase de recuperação no âmbito do Programa Angoferro).

 

Deste modo, o Governo elaborou uma Estratégia Nacional dos Transportes em Angola para o período 2000-2015, que comporta, entre outras medidas, a construção de uma rede integrada de transportes e sua integração na rede da SADC e também a introdução de figuras de parcerias público-privadas ou de privatizações, para a comparticipação do sector privado nas infra-estruturas geridas pelo Estado.

 

A intenção é relançar e modernizar o sistema de transportes em Angola, em termos de novas infra-estruturas (incluindo terminais e portos secos), operações, regulamentação e instituições, de modo que este possa servir de alavanca para expandir as actividades económicas e assegurar o desenvolvimento sustentável em todo o país, no âmbito da reconstrução nacional.

Correios e Telecomunicações

Em Angola os correios têm uma longa tradição e contribuíram, certamente, para o desenvolvimento do país e a unidade do território, através da sua rede de estações postais, instaladas em todas as localidades com relevância demográfica.

 

O sector privado nacional dos Correios tinha na regulamentação o seu maior constrangimento, dado que a legislação anterior dava ao operador público o monopólio da prestação de serviço postal. Porém, o novo Regulamento sobre o Exercício da Actividade Postal, que entrou em vigor em 2002, abre esse sector à concorrência.

 

Os Correios de Angola são membros da União Postal Universal desde 1977 e participaram nos  congressos realizados no Rio de Janeiro, Hamburgo, Washington, Seul e Beijing, tendo ganho por várias vezes importantes prémios filatélicos internacionais.

 

Na última década, o sector das telecomunicações desenvolveu acções no sentido de expandir e modernizar os seus serviços, através da introdução do sistema digital em áreas urbanas e periféricas de Luanda e da telefonia móvel. Também foram feitos investimentos para a modernização da rede telefónica em varias províncias, nomeadamente na extensão da rede digital e aumento de linhas.

Hotelaria e turismo

Angola dispõe de excelentes recursos básicos (cinegéticos e paisagísticos) para o turismo, a exemplo de outros países africanos, embora ainda não tenha conseguido desenvolver este enorme potencial.

 

As oportunidades deste mercado podem ser divididas em dois grandes segmentos. Em primeiro lugar, o do turismo urbano, principalmente na componente hoteleira, visando o turismo de negócios, congressos e reuniões internacionais, balnear e náutico.

 

O outro segmento diz respeito ao turismo provincial e rural, visando o turismo da natureza e de aventura, e de manifestações culturais. A este nível o país possui actualmente seis parques Nacionais ( a Norte, Centro, Leste e Sul) e Reservas Especiais (a Norte, Centro e Sul), com algumas espécies únicas no mundo, tais como a palanca negra gigante (fauna), a Norte, e Welwitshia mirabilis (flora), a Sul, além de aves raras.

 

As políticas promovidas pelo Governo neste sector têm estado a orientar-se para a construção de infra-estruturas em áreas urbanas, para a definição e promoção de rotas turísticas nacionais com entrosamento no desenvolvimento provincial e rural e para o fomento de emprego e criação de microempresas de serviços turísticos.

Sistema financeiro e Mercado de Capitais

O sistema financeiro angolano está estruturado nas vertentes do Banco Central e dos bancos comerciais de direito angolano, bem como os bancos comerciais privados estrangeiros, como escritórios de representação, e de Instituições Especiais de Crédito ( fundos sectoriais ou regionais de apoio ao investimento).

 

O sector bancário cresceu expressivamente nos últimos anos com a evolução positiva dos principais indicadores macroeconómicos e com as reformas estruturais implementadas pelo Governo, embora ainda revele uma capacidade insuficiente para o financiamento da economia.

 

No que respeita ao sector de seguros, a actual legislação autorizou a abertura da actividade seguradora à iniciativa privada, criando um marco decisivo na nova arquitectura do sistema financeiro interno. As novas empresas seguradoras passam a estar sob a supervisão do Instituto de Supervisão de Seguros, tutelado pelo Ministério das Finanças.

 

A criação do Mercado de Capitais, com suporte na Bolsa de Valores e Derivados de Angola (BVDA), representa uma valência adicional para o financiamento da economia pública, em acréscimo das capacidades limitadas do crédito bancário e facilitador da atracção de fluxos de investimento estrangeiro (incremento dos factores de liquidez).

 

Estes objectivos macroeconómicos com impacto no investimento e na microeconomia poderão configurar Angola como um dos pólos de desenvolvimento económico da África Austral, com reflexos na África Central e no resto do continente, no quadro da globalização mundial, corporizando assim o perfil de um "Tigre Africano", desiderato sempre adiado pela duração das agressões externas e dos conflitos armados derivados de ingerências neocoloniais.

Petróleo e derivados

O petróleo angolano está distribuído ao longo de três principais bacias sedimentares costeiras: bacia do Congo (englobando Cabinda), bacia do Kwanza e bacia do Namibe, que fazem parte da bacia marginal do Atlântico Sul.

 

Aproximadamente dois terços das actuais reservas de hidrocarbonetos de Angola, estimadas para mais de 35 anos,encontram-se na costa marítima da província de Cabinda, estando o restante disperso na plataforma continental adjacente às províncias do Zaire, Luanda, Benguela e Namibe.

 

A cascata de descobertas de petróleo em águas profundas, desde 1993, incrementou a produção ao nível actual de cerca de um milhão de barris/dia. A eventual criação de um novo pólo petrolífero ao largo do Lobito, na província de Benguela, pode vir a transformar Angola num produtor ao nível da Nigéria e com um peso equivalenteao dos Emiratos Árabes Unidos na balança petrolífera mundial.

 

Actualmente, 63% da produção petrolífera de Angola é exportada para os EUA (representando 8% das importações americanas) e para outros mercados, nomeadamente europeus (França, Portugal, etc.), asiáticos (China, Coréia do Sul, Filipinas, Índia e Japão) e africanos (ao nível dos países da SADC).

 

Alguns projectos em curso prevêem o aproveitamento do gás natural, em Cabinda e no Soyo, e a construção em Cabinda de uma fábrica petroquímica, para a conversão do gás natural em diesel e outros derivados e para a liquefacção do gás para exportação (com mercados potenciais da América Latina). A isso há a acrescentar a nova refinaria em construção no Lobito (província de Benguela).

Diamantes e outros minérios e pedras preciosas

Criada pelo Governo em 1986, a Empresa Nacional de Diamantes de Angola (Endiama) abriu a exploração mineira a companhias estrangeiras, usando acordos de partilha de produção similares aos usados no sector dos Petróleos e, hoje, no sector das Obras Públicas e das Pescas.

 

A nova legislação em Angola sobre o mercado de diamantes inclui o certificado de origem legal e estabelece que toda compra e venda de diamantes deve passar pela Sodiam, uma participada da Endiama em joint venture com investidores estrangeiros e já com filiais instaladas nas América, Ásia, Médio Oriente e Europa.

 

Mas o subsolo angolano é igualmente rico noutros minerais. A maioria das províncias angolanas, nomeadamente Bengo, Benguela, Bie, Cabinda, Kuando-Kubango, Kwanza-Norte e Kwanza-Sul, Huambo, Huila, Lundas, Malange, Moxico, Namibe e Zaire, é detentora de um potencial mineiro expressivo que compreende, entre outros, jazigos de minérios metálicos e não metálicos, incluindo diamantes, pedras preciosas e materiais de construção.

 

A avaliação deste potencial mineiro ainda é incompleta, mas sabe-se, por exemplo, que as reservas de ferro estão estimadas em mais de um bilhão de toneladas (Huila) e que as reservas de fosfato e potássio se elevam, respectivamente, a 150 milhões e 20 milhões de toneladas (Cabinda e Zaire).

 

Para além destes, existem ainda em diversas províncias importantes reservas de minerais valiosos metálicos (ouro, bauxite, cobre, crómio, manganês, molibdénio, zinco, urânio, etc.) e não-metálicos (enxofre, feldspato, mica, potássio, quartzo, etc.), pedras ornamentais (granito, mármores, etc.), e materiais de construção (asfalto,calcário, caulino, gesso, etc.).


 

Oil Production
2
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1
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Diamond Production
3
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2
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1
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