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Presidência de Angola na OPEP permitiu equilíbrio no preço do crude
Por: Admin afixado Fevereiro 22, 2010
A presidência de Angola na Organização dos Países Produtores e Exportadores de Petróleo (OPEP) foi produtiva, porquanto permitiu estabelecer o equilíbrio entre o preço do crude e a oferta no mercado internacional, enfatizou o ministro angolano dos petróleos, Botelho de Vasconcelos.Ao intervir na 155ª Conferência Extraordinária da Comissão Ministerial da OPEP, o também presidente cessante do organismo, afirmou não ter sido fácil comprometer-se com tal desiderato devido ao facto de se tratar de um país saído de uma guerra civil de aproximadamente 30 anos, estando a viver um período de paz de sete anos.
Na sua óptica, pelo facto de ser um país jovem, enquanto membro da OPEP, estar em fase de reconstrução nacional e dada a crise económica mundial (afecta negativamente o desenvolvimento socio-económico de vários países do mundo) são premissas para concluir não ter sido fácil a presidência de uma organização cujos países membros contribuem com cerca de 40 porcento na produção mundial do petróleo.
O ministro sublinhou que 2009 foi um ano particularmente difícil para todos os países produtores de petróleo, do ponto de vista económico e social, sobretudo devido à crise financeira económica mundial que teve influência significativa na queda do preço do petróleo, com particular incidência no primeiro trimestre.
Referindo-se à queda do preço do petróleo, o Ministro disse dever-se à baixa procura do petróleo, fruto da desaceleração económica motivada pela crise. Acrescentou que, justamente no contexto da crise, quis o destino que Angola, durante o ano 2009, presidisse a OPEP, partindo do princípio acordado pela organização, segundo o qual o presidente da mesma deve ser eleito com base na rotatividade e ordem alfabética.
“A organização foi criada em 1960, portanto há 49 anos, e Angola tornou-se membro de pleno direito em Janeiro de 2007 e dois anos depois da sua adesão foi chamada a assumir a sua presidência”, asseverou.
Findo o mandato de Angola na presidência da OPEP, o Presidente cessante afirmou que valeu a pena o sacrifício empreendido com mostras de fidelidade para com os princípios da organização, no tocante aos esforços e medidas tomadas pela estabilidade dos preços do petróleo e o equilíbrio procura/oferta a nível mundial.
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