Angolanos Comemoram 14 anos de Paz

Os angolanos comemoram hoje, segunda-feira, 4 de Abril, 14 anos desde que se alcançou a paz e a reconciliação nacional. Neste dia, em 2002, o povo angolano presenciou com entusiasmo, no Palácio dos Congressos, em Luanda, a cerimónia de assinatura do Memorando de Entendimento Complementar ao Protocolo de Lusaka (Zâmbia).

O documento, assinado pelo ex-chefe do Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas, General Armando da Cruz Neto, e do então responsável do Alto Comando das Forças Militares da Unita, Geraldo Abreu Muendo “Kamorteiro”, mudou o curso da História da República de Angola.

O acto, que marcou o fim de um longo período de guerra, que se saldou em milhares de deslocados, mutilados e órfãos, foi assistido pelo Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, por representantes da comunidade internacional e várias entidades nacionais.

É assim que o 4 de Abril de 2002 se tornou numa das maiores conquistas do povo angolano, a seguir à independência nacional (11 de Novembro de 1975), por marcar uma viragem decisiva no processo político e de desenvolvimento de Angola. A data foi instituída feriado nacional e apontada como um importante marco de referência histórica na luta do povo angolano.

Hoje, o país vive um ambiente de paz justa e definitiva, paz essa alcançada sem a imposição de forças externas, mas resultado do esforço dos angolanos, que entenderam que havia a necessidade da cessação das hostilidades e de encetarem o processo de conclusão das tarefas remanescentes do Protocolo de Lusaka, tendo em vista a reconciliação e reconstrução do país.

Pela primeira vez, um protocolo visando a paz foi assinado, em território nacional, sem qualquer mediação externa, correspondendo aos interesses mais legítimos dos angolanos.

Daí a crença geral de que esta é uma paz definitiva, porque é consolidada no dia-a-dia dos angolanos, através de acções e atitudes práticas, que exigem o contributo de todos para que seja realmente irreversível.

Esta traduz a vontade dos angolanos no sentido de que sejam removidos todos os factores do passado, para se poder construir uma pátria unida, solidária e madura, orientada pelos valores da unidade nacional, da democracia, liberdade, justiça social e pelo respeito ao próximo.

“Quem ama verdadeiramente a Paz tem de saber perdoar, reconciliar-se com o seu próximo, contribuindo assim para uma união verdadeira e sólida dos angolanos, sem prejuízo para as divergências que uns e outros possam expressar”, disse o Presidente da República, José Eduardo dos Santos.

Fonte: ANGOP

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