JAPÃO DISPONIBILIZA USD UM MILHÃO PARA DESMINAGEM

Embaixador do Japão em Angola, Jiro Maruhashi, visita Cuanza Sull
Foto: Joaquim Tomás

Cuanza Sul, Sexta, 06 de Agosto de 2021

Sumbe – O Governo do Japão disponibilizou um milhão de dólares para remoção de engenhos explosivos, na província do Cuanza Sul, soube esta sexta-feira a Angop.
O montante foi repartido pelasONG “Apacominas”, com 800 mil dólares, e “Apopo”, com 200 mil dólares.

Segundo se soube, a ONG angolana “Apacominas” desminou, entre Abril de 2020 e Março de 2021, 295 mil 563 metros quadrados, no município da Cela, onde foram removidas 24 minas antipessoal, 128 uxos e mil 293 munições diversas, nas comunidades de São José, Quissanga Cungo, Aldeamento 1 e na montanha do Quilembo.

Relativamente, a ONG “Apopo”, do Reino da Bélgica, aponta que está a concluir dois campos, nas montanhas do Quipuco e Ungombe, no município da Cela, sem adiantar quantidade de engenhos removidos e superfície desminada.

Neste momento, adianta o relatório, a “Apopo” prepara as condições para a desminagem dos campos, no Hotel 2 (Sumbe) e Chol Chol (Porto Amboim).

Para aferir o grau de execução das actividades das duas ONG, está em visita ao Cuanza Sul, desde quinta-feira, o embaixador do Japão em Angola, Jiros Maruhashi.

Em declarações à Imprensa, o embaixador disse que está, pela primeira vez, no Cuanza Sul a constatar os trabalhos de desminagem financiados pelo seu governo, tendo já mantido um encontro com o governador da província, Job Castelo Capapinha.

O diplomata realçou que ainda existem muitas minas em Angola, por isso o Japão continuará a ajudar, visando estimular a produção agrícola, uma vez que a província do Cuanza Sul tem grandes potencialidades.

Dados oficiais apontam que o Cuanza Sul é a quarta província mais minada do país, com 120 áreas confirmadas, depois do Cuando Cubango (251), Moxico (199) e Bié (122).

Os municípios da Cela, Seles, Quilenda, Ebo e Amboim são os mais minados, devido ao conflito armado entre 1961 e 2002.

Operam na desminagem, na província do Cuanza Sul, as ONG CSPR, Apacominas, Halo Trust e Apopo, assim como o Instituto Nacional de Desminagem (INAD) e a brigada das FAA.

O plano estratégico de acção contra as minas prevê reduzir ou acabar o número de áreas suspeitas e confirmadas até 2025.

Fonte: ANGOP